terça-feira, maio 31, 2005

O desespero do Autarca

De seguida, noticia veiculada pelo Diário Regional "As Beiras"

Já falta pouco.! :D

Depois da dissolução do Concurso, mais dificil será a dissolução dos tachos;




30-05-2005
António Alves


METRO – Encarnação (des)espera até quinta-feira


O presidente da Câmara Municipal de Coimbra vai esperar até dia 2 de Junho pela prorrogação da suspensão do concurso internacional do Metro Mondego.

A Sociedade Metro Mondego realizou ontem a primeira Assembleia Geral após o anúncio do Governo da suspensão do concurso internacional do Metropolitano Ligeiro de Superfície. Uma reunião que durou pouco mais de meia hora e onde estiveram presentes todos os membros da sociedade. Em cima da mesa estava uma ordem de trabalhos onde constava a apreciação geral do trabalho desenvolvido pela administração e a votação do plano de actividades para 2005, já que o ponto relativo à deliberação sobre a composição e instalação do Conselho Consultivo foi retirado.
Em relação ao trabalho desenvolvido pela administração da Metro Mondego, a Câmara Municipal da Lousã foi a única que mostrou a sua discordância, ao votar contra, enquanto o Estado se absteve. Quanto ao Plano de Actividades, ficou aprovada a proposta do parceiro Estado de coordenar este documento com o desenvolvimento do projecto.
À saída desta reunião, Carlos Encarnação mostrou o seu descontentamento pela decisão do Governo em suspender o concurso público internacional. O autarca espera, desta forma, que a actual maioria “prorrogue a suspensão que termina dia 2 de Junho”. Caso não o faça, Carlos Encarnação referiu que “será legítimo concluir que o Governo não tem interesse em realizar o projecto”.
O autarca, que se reuniu no dia 24 de Maio com a secretária de Estado dos Transportes, considera que existem condições para modificar “as condições que não estão de acordo com as autarquias de Miranda do Corvo e Lousã”. “Começam a ser demasiados problemas”, disse, após recordar que durante o seu mandato à frente da autarquia já conheceu quatro primeiro–ministros.
Desta forma, o presidente da câmara quer uma resposta, por escrito, do Governo sobre o que pretende fazer em relação ao projecto. Se tal não chegar até quinta–feira, o autarca enviará no dia seguinte um novo pedido de esclarecimento com prazo definido, remetendo para depois dessa data uma posição oficial e que poderá passar pela saída dos órgãos sociais da Sociedade Metro Mondego. Mas garante: “Não aceitarei qualquer solução contra os interesses de Coimbra”.

sexta-feira, maio 27, 2005

Futuro, esse Amanhã Incerto...

Não tenho tido muito tempo para postar, mas mantenho-me ao corrente dos acontecimentos; Seja do terramoto político e consequente troca de acusações,em Coimbra devido ao coancelamento do concurso internacional do Metro da Lousã,ou da mais recente "eco-coisa para bicicletas e outros que tais",ou ainda da intenção de Converter o a Linha do Corgo entre Vila-Real e Chaves, numa distância de 70km,numa destas aberrações que só servem para de todo inviabilizar a reabertura das ditas,uma vez que os carris desaparecem (ou simplesmente, passam com o betão e o alcatrão por cima dos canais que já foram ferrovários,para tentar que a população perca a memória; É um hábito useiro e Vezeiro do nosso já conhecido "Chico Rotundas", Autarca em Biseu e pres. da ass. Port.Municipios.

Voltando à tempestade que se abateu sobre Coimbra:

O Sr. Carlos Encarnação terá decerto sido inspirado por alguns Caciques do Norte e Ilhas; Só assim se entende as declarações que tem feito à comunicação Social, as pressões e ameças subliminares que tem feito passar, como se não houvesse vida no distrito para além do Metro, que aliás preside;

Numa altura em que o país pede contenção de despesas, lá vai o M.M. insistir no Mega projecto dinamizador, importante, blá-blá,blá-blá....chega ao ponto de acusar o Estado de desinvestir em Coimbra para iinvestir nas capitais, chegado à "fase da negação,afirma lacónico: Oficialmente não fui informado de nada,o que sei soube-o pela Comunicação Social. continuo em funções e prontos lá entra prá reunião semanal , do M.M, onde, atarefadamente, e durante 30 minutos, jogam uma sueca ou contam os azulejos da parede....

Agora, hà a outra face....ou as outras:O amigo deste, a Imobiliária do outro, a Promota do tio, a Construtora do Sogro....e por ai adiante;Vitimas? Coimbra-Parque, Arredores do Hospital Pediátrico...a Baixinha de Coimbra...é so fazer as contas.Eu, como quero ser mais soft,não digo que são L*****; São só influências, tão pequenas como aquela que a Terra detém sobre a Lua , por exemplo;

Curiosamente, nem inginheiro deve ser, pois se fosse saberia que um eletrico (melhor, "metro")ligeiro, tb usa pantógrafo e tb precisa de catenária para se mover, a não ser que, uma vez que queria leva-lo a passear no campo (fora da zona metropolitana) ele se fosse alimentar de...bosta de vaca??

É preciso estar mesmo muito atolado para defender uma aberração chamada metro do Mondego com tanta Veemência, e até às ultimas consequências, mesmo Ilegalmente

como dizia há dias um amigo meu: Ele bem podia juntar-se ao Clube (dos Injustiçados) do Santana Lopes...os Menbros já davampara uma equipa de Futebol.

Bem, faltam 6 dias para a extinção do Concurso; no Futuro, logo se verá. Só desejo que vença o Bom-Senso. Em nome do povo, em nome de Portugal.

Consultem os seguintes artigos da Comunicação Social:

http://www.diariocoimbra.pt/10045.htm

http://jn.sapo.pt/2005/03/23/centro/demolicoes_baixa_avancam.html

http://www.campeaoprovincias.com/noticias.asp?id=2567

http://www.cm-coimbra.pt/actas/2002/acta0211.htm

http://www.partido-socialista.pt/accao/05/1239_10_03_2005/autarquias_00.htm

http://diariodigital.sapo.pt/news_history.asp?section_id=0&id_news=141917


Até Breve

sábado, maio 21, 2005

Milagre!!! O bom senso prevaleceu.

É histórico;

Depois de uma intensa batalha de bastidores,lutando para evitar o grave atentado que se congeminava para a linha da Lousã, pela direita autárquica conimbricense,e a Metro do Mondego, eis que aconteceu:

O ministro Mário Lino a quem louvo a iniciativa e a frontalidade de enfrentar as forças negras (like Star Wars...:P) da região,anulou o concurso Público interncional da Metro Mondego.

Reacções não se fizeram esperar:

De Carlos Encarnação, que agora enfrenta um dilema,afirmando que se prevê um futuro negro, e que a Esquerda hipotecou o futuro da Região, desinvestindo na região (tipo papão,). Mas, a Esquerda e grande parte da Direitra sabe, que o progresso não passa exclusivamente, pelo Metro, e que por menos de metsde do valor, existem outras soluções mais rentáveis,de desenvolver a região de Coimbra;Asimcomo mesmo o Estudo da Parpública em que o "Carlitos" se baseou, Preve caso o Metro não avance, que a Linha da Lousã seja eletrificada e apta ao serviço Suburbano com material moderno e eficiente.

A Esquerda autárquica, bem como os autarcas da Lousã e Miranda do Corvo, como sempre disseram, que o concurso não tinha Nexo e que fora feito à pressa, para servir os interesses instalados,principalmente de Coimbra.

Porque,o Sr. Encarnação (do mal) esqueceu-se que ainda há autarcas que defendem o melhor para o seu povo...


P.S - Agora o "Carlitos" tem um dilema:

- Se for um Político de palavra, não se recandidata à autarquia,como disse que faria se o Metro não avançasse...mas ele já anunciou a recandidatura...e Claro, a demolição/reconstrucção da Baixinha de Coimbra, já estava entregue aos amigos...que não tarda nada estarão a bater-lhe à porta :D

quinta-feira, maio 19, 2005

Finalmente em Movimento!

Está tudo em Reboliço!...E ainda bem!

Finalmente, nota-se que alguem se mexe para recuperar o tempo perdido, nota-se que os ministros tutelares só vem a público quando é memso necessário, para anunciar medidas realistas e fazendo frente a alguns interesses instalados,o que, se fosse a direita, dificilmente isso teria acontecido.

São exemplos disso a negociação que tem sido mantida com a Bombardier;

Sabem pq é que elas não foram bem sucedidas? Porque a Bombardier queria ceder sim senhor, mas como contrapartida, queria entregar parte ao Imobiliário...o nosso Ministro, Mario Lino, a quem eu sáudo e tiro o chapéu, disse não e, vai expropriar os terrenos em questão pelo valor que estava em cima da mesa...

Também anunciou, felizmente, que a ponte Algés-Trafaria, n iria ser construida,sendo relegada para o fundo da gaveta, e que actualmete as prioridades são a Alta-Velocidade, que passará pela ponte Chelas-Barreiro,(questionada na altura pela direita).Resolveu também, de uma assentada, uma quetão que se arrastava a anos... Não é preciso fazer malabarismos,o TGV passará pela margem sul, não interferindo com a malha urbana do norte de Lisboa...Fica só a faltar o ponto de Partida em Lisboa a ser decidido dentro de dias...mas Aposto que será o Vale de Chelas;reune todas as condições.

Mais a Norte, em Coimbra, o Sr Carlos Encarnação, Roi as Unhas e toma uns Valiums.

O Concurso Internacional do Metro do Mondego Entrou na recta final, caducando dia 2 de Junho, e não obteve ainda o acordo dos autarcas de Miranda do Corvo e Lousã...

Sentindo a pressão dos seus queridos amigos,que esfregava já as mãos, com a perspectiva de encher a baixa de Coimbra de prédios e condominios com o espaço roubado ao Comboio, e que o Carlos lhe tinha dito que ia ser canja e tal..afinal...

E triste quando alguem que devia zelar pelos intereses das populações ,usa o cargo para favorecimento que não o do povo...

Ele que vendo o tempo a esgotar-se, não consegue sequer ser honesto consigo próprio, pois prometeu n se recandidatar mas, já anunciou a recandidatura,mesmo quando o Metro do Mondego reune cada vez menos apoios,onde em assembleia , e conforme já aqui tinha sido dito, há meses, o PCP o valor a investir no Metro Mondego seria mais do que suficiente para Renovar e eletrificar a Linha da Lousã até Góis...

Mas há lobies que persistem e como persistem, em breve será tomada uma accção para que o povo finalmente entenda as verdadeiras intenções do Carlinhos...

Fiquem atentos

No próximo post transcrevo alguns artigos da imprensa regional...porque para a Nacional aparentemente ,parece Tabu.

segunda-feira, maio 16, 2005

De lá até cá...

Depois das opções tomadas,analisando os prós os contras e o que tem de ser...

Ultimas noticias

Segundo o Público de Segunda feira,16.05.05, Realço em primeiro Lugar o artigo da Secção Carga & Transportes em que Rui Rodrigues,desmistifica, a opção de a rede de AV Nacional ser Mista,apta para o transporte de mercadorias;No essencial concordo com o que escreveu.

A saber:
- A Linha de Av não sofrerá maior desgaste ao ser usada popr comboios de Mercadorias,desde que respeitro os critérios definidos para o comboio de passageiros.

-O custo de construcção e manutenção de uma Linha de Av mista será 30% superior...mas 70% inferior a ter de construir uma linha de bitola europeiua dedicada para mercadorias,para ligar Badajoz aos portos de Setubal e Sines.

Acho que é a escolha acertada...não podemos pensar em megalomanias...

Também no Público mas na secção LOCAL a eletrificação do troço Pinhal-Novo - Barreiro, vai avançar com um custo estimado na ordem dos €5M, estando prevista para o início de 2007 a sua conclusão...

Não percebo porque eletrificar 16km demorará ano e meio, mas eles lá sabem...

quinta-feira, maio 05, 2005

"There´s no Turning Back now..."

que é como quem diz..." Não podemos olhar para trás!"

Está ai o Deadline da Alta Velocidade Portuguesa, a época, (e ainda bem que está entregue a quem já demontrou saber e competencia para levar esta obra a bom porto)das grandes decisões, com a recente Reunião entre a Secretária de Estado dos transportes,Espanhola e o correspondente Luso;
Aí, um primeiro atrito a pedir urgente entendimento: Espanha está Determinada a ter uma Linha de Alta Velocidade Mista,em via dupla.
Portugal? Bem...temos de ver isso...Escusado será dizer que os custos de manutenção para o lucro previsivel, serão a multiplicar por três,uma vez que grande parte do desgaste das linhas actuais pode ser atribuido aos comboios de carga.

Se tudo correr bem e optando pelo percurso anunciado, que creio ser o mais acertado,de construir uma via de AV de Raiz, passando por V.N.Gaia, Aveiro,Coimbra,Leiria, E chegada ao Carregado segue em viaduto para a Margem sul,por forma a contornar a elevada densidade populacional da Capital,servindo também para dar Ligação ao Pinhal Novo, e a todo o eixo de Setúbal. ai volta a cruzar o rio entrando em Lisboa na Ponte Barreiro-Chelas.
Actualmente , caso as obras se iniciem no final deste ano ou inicio de 2007, preve-se(fora atrasos)2014 como possivel data de conclusão.

Foi também anunciado para breve,a quadriplicação da via entre Chelas e Braço de Prata (adeus pn dupla,adeus guarda de pn adeus edificio peculiar...adeus.mas primeiro registarei tudo fotograficamente.
por forma a preparar o futuro mas também de melhorar a velocidade comercial naquele troço da linha de cintura e possibilitar ao operador privado Fertagus, atingir a estação do Oriente.

Por tudo isto é que eu,tenho esperança e grato, constato que ainda há quem queria fazer as coisas como deve ser...custe o que custar.

até breve. :)

sexta-feira, abril 22, 2005

Pela Linha do Tâmega

É Confrangedor como em pleno Séc. XXI se asistem a autenticos actos despóticos, a Autarquias geridas como se de uma ditadura se tratasse;

Custa a crer como o Povo foi entorpecido, viciado...enganado!.

Será possível que numa das zonas mais deprimidas deste país onde o Comboio foi um meio de transporte e um factor de evolução,se lute com todas as forças contra ele?

Qual é o lugar da população que ninguém ouve, no meio disto tudo? O que é feito do povo soberano,defendendo os seus direitos? Acomodado, indolente no pensamento que "não vamos conseguir nada logo vamos ficar quietos"???? Saberão eles que o povo, como em Grândola Vila Morena,é quem mais ordena?

Onde para a Comunicação Social, adormecida, silenciada, adulterada...parcial!! que poderia resolver esta, bem como outras atitudes de prepotentes?

E dizem eles que isto é Democracia...Eu chamo-lhe Hipocrisia!


Mas...a Justiça é como azeite; Vem sempre ao de cima.

...Lembrei-me que o serviço publico ( de transporte ferroviário) no sentido de servir as populações em vez de perseguir o lucro, terminou com a velha Senhora;O que reatou, foi assassinado pela Direita, esses "hérois".(ah...povo ingénuo, que tanta "cacetada" levais...)


Vejam p.f.: Artigo que motivou a Revolta do Autarca Celoricense

Patacôncio

Comissão de Defesa da Linha do Tâmega

Abram os olhos e protestem para:
geral@cm-celoricobasto.pt


Colocando no assunto:Exmo sr. Presidente

Até breve

sexta-feira, abril 15, 2005

Justiça ,essa ilustre desconhecida, ainda por cá se vai fazendo

Conforme já tinha aqui afirmado há dias, saiu hoje no Publico, assim como ontem no Campeão das Provincias, artigo confuso, que pode ser lido aqui , em recente Reunião da Secretária de estado dos Transportes, com os autarcas da Lousã, e de Miranda do Corvo, Mostrou-se favorável à eletrificação da Linha da Lousã caso o concurso Público do Metro do Mondego Aborte.

É Mesmo preciso ser Visionário para ver que a solução ferroviária é a Melhor e mais justa para a Linha da Lousã?

Em baixo, a Notícia Veículado pelo Público:

Autarca da Lousã Defende Electrificação do Ramal Ferroviário
Em alternativa ao metro de superfície


PUBLICO
15.4.2005
ANÍBAL RODRIGUES


O presidente da Câmara Municipal da Lousa, Fernando Carvalho, prefere
a electrificação do velho ramal ferroviário da Lousa
a um sistema de
metro que não contemple o percurso entre Lousa e Serpins. As
declarações do autarca socialista ao PÚBLICO surgiram após um
encontro, no início desta semana, entre a presidente da Câmara de
Miranda do Corvo, a social-democrata Fátima Ramos, e a secretária de
Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.

Segundo declarações de Fátima Ramos à agência Lusa, a governante
"admitiu que desencadeará o processo para a electrificação" do Ramal
da Lousa, "no caso de o concurso público do metro abortar". Ainda
conforme a autarca, Ana Paula Vitorino admitiu que "a electrificação
do ramal é compatível com novas linhas de metro na cidade de Coimbra".

"Entre a actual solução ou essa, a minha posição pessoal é a favor
dessa solução [electrificação]. É muitíssimo melhor do que aquela que
está agora a concurso", sublinhou Fernando Carvalho. O autarca
lousanense tem repetido que não assinará um protocolo imprescindível
para o avanço do processo de instalação do metro, devido às actuais
directivas do projecto: substituição do troço entre Lousa e Serpins
por uma solução rodoviária e obrigatoriedade dos concorrentes ao
concurso internacional apresentarem uma "solução tecnológica
alternativa" entre Ceira e Lousa.

Inclusive, Fernando Carvalho apresentou uma providência cautelar no
Tribunal Administrativo de Coimbra que pede a anulação do concurso do
metro ligeiro de superfície, tendo em conta as referidas alterações em
relação aos pressupostos fundadores do projecto. Conforme a edição de
ontem do semanário Campeão das Províncias, o Ministério das Obras
Públicas já contestou esta providência cautelar.

Que a razão prevaleça sobre os interesses Selvagens,que prtetendem tomar conta de Coimbra.

Nohab

quinta-feira, abril 14, 2005

Incrível mas verdade....

A Revista de Imprensa que faço de seguida:

Aconselha-se a que estejam em pé, para não cairem da cadeira com um ataque de riso:

- Segundo o "24HORAS" do dia 14.04.05. e sob o título, "maquinista choca e segue"; Um carro embateu hoje num comboio Regional numa passagem de nível, sem guarda, no sítio da Meia-Légua, Olhão, mas o maquinista não se apercebeu e seguiu viagem.
O condutor, que não ficou ferido, não conseguiu parar(!!!) o carro antes da passagem-de-nível.
O comboio continuou a viagem entre V.Real de Santo António e Faro,onde soube (o maquinista) todos os pormenores sobre o acidente.

...Bem, fiquei sem palavras,ou então...

-De acordo com o diário gratuito "DESTAK" de 13.04.05, A AMTL, continua a funcionar a meio-gás, aguardando ainda a nomeação de uma aministração definitiva. estavamos à espera que o governo convocasse a assembleia geral,disse o assessor da presidência(!!)
Contactada a secretaria de estado dos transportes,Indicou não ter qualquer informação sobre este assunto.
Entretanto, na sede da AMTL,vive-se num impasse (perda de tacho?)aguardando-se que venha alguém para a administração.

Em caixa, comenta a Quercus:
A Autoridade dos Transportes è um fantasma inoperante (não o serão quase todos os institutos públicos, autenticos repósitórios de "Boys e girls" partidários?),porque não tem poderes para agir(gostava de, a ver quando ela estiver "organizada" como deve ser, a agir contra a Fertagus/Barraqueiro).
Segundo Carlos Moura,a Quercus promoveu o lançamento de uma plataforma a favor da Mobilidade Sustentável porque apesar de a AMTL ter uma comissão instaladora, nunca teve a preocupação de ouvir as pessoas,ou a Quercus. (eu não disse?)

Ainda segundo o "Destak" de 14.04.05, Veem ai os inevitáveis aumentos nos transportes, anunciados com grande pompa e circunstância.
Terão um valor de 3.7%, um numero respeitavel.
Na minha opinião,deveria ser ao contrário; Os condutores é que deveriam, nas portagens e nos combustíveis ,refletir os custos do petróleo, e sofrer uma actualização anual,a reverter para os transportes Públicos, de forma a incentivar o seu uso;Tenho a Certeza que nem assim,a maioria deste povo comodista deixaria o carro em casa, vindo de transportes; Revelaríamos também , consciência ambiental, minorando o trânsito infernal de que Lisboa padece;Seria a nossa contribuição para o o Protocolo de Kyoto .As consequências já ai estão, mas alguém quer saber? Como de costume, quando se decidirem a tomar medidas, será já tarde demais...É assim o egoismo humano,Brincando a Deus.

quarta-feira, abril 13, 2005

Calma...chega para todos...

Obra Pública sem derrapagem orçamental não é obra pública; Em Portugal então...

leia aqui
a noticia veiculada pelo Diário Económico do dia 13.04.05.

Agora,duvidas de um cidadão comum:

- Para quê 20 advogados?
- Porquê a imposição de facturação mínima?
- Contactos em Bruxelas?? porque será...

Bem, é mesmo à grande e à Portuguesa: Primeiro criam-se os tachos prós amigos ( a dança das cadeiras já começou!!) e depois(anos) se começa a obra.


E daí,(drama nacional!!) ainda se queixam do descrédito da classe política nacional e da galopante taxa de abstenção.

Tudo é normal num país anormal...

ainda na senda das Novidades =)

Lembrei me que, ao desabafar, esqueci-me das outras novidades que tinha para dar:

O inicio do serviço ferroviário na linha do Setil entre Coruche e Lisboa via Setil, está bem encaminhado:

Depois de os municípios abrangidos, terem unanimemente dito, que sim ao serviço (tipicamente a CP/REFER têm uma estratégia infalivel, para demover os autarcas que queiram apostar no transporte ferroviário; "Se vocês assumirem os prejuizos...aliás com este argumento se encerraram 600 km de via férrea essencial as populações, à 15 anos!)e tendo ficado a CP Refer sem argumentos para não darem inicio ao serviço, (Afinal a C.P. presta serviço publico, não é? ou será só quando toca a finaciamentos?)preveem-se 5 circulações diárias em cada sentido, duas durante a manhã, uma a seguir ao almoço, e duas ao fim da tarde.Só falta a data de início...ou a imaginação da CP/Refer, ao sairem-se com uma desculpa para não inciarem o serviço(público e do interesse da população).

Recorda-me o caso da Linha do Tâmega em que a população deseja activamente a reabertura ao tráfego ao tráfego do Troço Amarante-Arco de Baúlhe, e uma entidade Britânica, pretendia financiar a 100% a reabertura e exploração da Dita Linha. Só não aconteceu devido à Recusa da REFER , num grande exercicio de imâginação.

Tudo parece normal num país Anormal

Pormenores que fazem diferença.

Hoje, chegaram me aos ouvidos algumas mudanças, que decerto passarão despercebidas, mas que ao concretizarem se simplesmente, criarão as condições para a melhoria da mobilidade das populações;

Exemplos?

-Saiu hoje no Jornal de Notícias, edição Centro e no Diário de Coimbra, que,ao extinguir-se o concurso público do Metro do Mondego sem que o memso seja ratificado por todos os intervenientes,a Linha da Lousã continuará sobre alçada da Refer, sendo posteriormente intervencionada com vista à sua eletrificação, rectificação e exploração ferroviária pela CP;

Não é certo se a linha será prolonggada mas , na minha opinião seria um acto de justiça devido à decadas aos concelhos de Góis e Arganil.

Agora...o "Exmo Dr."Carlos Encarnação, que elegeu o despropósito do Metro do Mondego, como a bandeira que supostamente só se recandidataria se o Metro fosse para a frente;

Cá para mim era só para mostrar trabalho...já que nada fez em Coimbra, o metro servia como a propaganda ideal para a recandidatura e manter o seu reinado.
assim, de uma penada, Coimbra ganhará um Autarca que realmente se preocupará com so problemas da cidade,(também há a hipotese de Carlos Encarnaçãonão ser um homeme de palavra e recandidatar-se de novo a autarquia Coimbrã)e A Linha da lousã terá o tratamento que merece para a função que lhe foi destinada.

A Área Metropolitana de Coimbra aliás, é gerida de forma (se é que tem C.A.)ditatorial ou, por outro lado, as Mercadorias na linha da Lousã, terminaram por causa de...Coimbra.O Tráfego entre Coimbra cidade e Coimbra Parque terminou poruqe...Coimbra quis! Coimbra ( e os amigos do Sr Encarnação e antecessor)quer pode e manda!!

E eu é que sou soft...visitem o Patacôncio para ver o C.F português em todo o seu esplendor!! Até logo.

segunda-feira, abril 11, 2005

Sócrates e o desafio dos transportes

Como será daqui a 4 anos? Aceitam-se apostas

Artigo de opinião retirado do Suplemento "Carga e Transportes" do jornal PÚBLICO de 11.04.05

por: Fernando Veludo /Reis Borges


1.Quem conheça o funcionamento da administração do Estado e não
aprecie o regabofe nas despesas públicas -responsáveis, aliás, pelo
mau desempenho da nossa economia, no contexto europeu e/ou mundial -,
sabe perfeitamente que a contenção orçamentei imposta por Bruxelas não
é mais do que um travão necessário ao desregramento nacional.

A flexibilização ora acordada, para o Plano de Estabilidade e
Crescimento (PEC), constitui uma moratória por forma a que o Governo
Sócrates tenha a legislatura para introduzir reformas radicais,
especialmente nos ministérios da Agricultura, da Educação e da Saúde.
E nos Transportes, também!

Apetece recordar que há uma vintena de anos, procurou-se conhecer o
custo das administrações das empresas públicas de transporte,
reportado a indicadores universais de tráfego. Pretendia-se, então,
comparar o custo apurado com a prática europeia. O pânico instalou-se
no centrão dos interesses, o qual fez passar a mensagem de que o
parlamentar autor do requerimento pretenderia pôr em causa as
nacionalizações... Certo, certo, é que os cidadãos contribuintes - de
então para cá - desperdiçaram milhões e milhões de contos.

Espero que o Governo Sócrates tenha a vontade política e a coragem
suficiente para dar a conhecer aos portugueses os custos de
administração e do pessoal das empresas públicas nacionais. Custos que
devem contemplar todas as remunerações e mordomias, bem como
indemnizações e reformas. Custos que devem ser cotejados com os
despendidos na União Europeia, sendo reportados à produção do
transporte (passageiros e carga movimentados, lugares/km oferecidos,
aviões controlados). O país ficará provavelmente chocado com a crueza
dos números.

Mas o Governo ganhará legitimidade acrescida para dar a volta ao
sistema. É que chegou a hora de utilizar práticas que são comuns na
Europa e não continuar a enganarmo-nos omitindo o que se sabe (há
muito) estar mal É o tempo de todas as decisões. Dos estudos (que não
se realizaram)às obras (com défices de qualidade e segurança). Do
recrutamento humano (em novos moldes) à capacidade técnica e
organizativa dos serviços nacionais.

2.Seria, de resto, extremamente saudável que, antes mesmo de qualquer
dança de cadeiras, dispusesse o Governo dos dados comparativos
apontados, o que lhe permite responder às interrogações que
naturalmente se formulam. Porquê o tipo de administração portuária
existente? Por que não voltar ao director do porto, com um conselho
administrativo constituído por dois funcionários? E não seria o mesmo
para os aeroportos? E as gestoras de infra-estruturas não ficariam bem
servidas com uma administração de três membros em que dois fossem
obrigatoriamente de carreira e que regressassem aos lugares de origem
quando terminada a respectiva comissão de serviço? E às operadoras de
transporte, se dispõem de um CEO, não bastariam dois outros
administradores, umd os quais seria o presidente? E os institutos
públicos, não deveriam passar a administrações a três? Por que bulas o
Ministério das Finanças tem que nomear um administrador? Não será mais
eficaz mobilizar a Inspecção Geral de Finanças, o Tribunal de Contas e
o Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes para
inspeccionarem, sistemática, criteriosa e conjuntamente, esses entes
públicos?

O corte de despesa(supérflua)nos transportes será significativo se a
orgânica e o funcionamento do sector forem ajustados a um tempo que só
pode ser de austeridade aplicando-se regras idênticas nos diferentes
modos. O Governo anterior pensou que, adoptando soluções empresariais,
obteria economias estruturais. O que não aconteceu, não obstante
algumas melhorias em resultados de exploração e que derivaram de um
maior empenhamento por parte das respectivas administrações.

3. Um dia, investigadores universitários tentarão explicar a razão
peta qual o Ministério das Obras Públicas e Transportes foi confiado -
nos primeiros anos da Revolução de Abril - aos militares e a partidos
de menor representação parlamentar, tanto à esquerda como à direita.
Por outro lado, encontrarão explicação para o facto estranho de dois
políticos eminentes e da área do poder - que toda a vida foram
engenheiros civis - terem sido desviados para outros ministérios
(Administração Interna e Agricultura). E quando o Ministério das Obras
Públicas e Transportes foi dirigido por engenheiros civis, ou nunca
tinham exercido a profissão ou desconheciam de todo o segmento de
obras públicas.

Duarte Pacheco era engenheiro electrotécnico, mas rodeou-se dos
melhores engenheiros civis da época e que fizeram escola há até bem
pouco tempo. Ferreira do Amaral colheu os louros do trabalho realizado
por Abreu Freire e Falcão e Cunha, dois engenheiros civis que
perceberam a necessidade de dispor de projectos para as candidaturas
às ajudas de pré-adesão e aos primeiros fundos estruturais (QCA1). E é
preciso que se diga: mais ninguém (para além da JAE) tinha então
projectos como a qualidade necessária para serem aceites pelas
estruturas comunitárias. E foram esses dois engenheiros civis que
criaram as condições para que a Engenharia portuguesa se mobilizasse.

O erro na Alta Velocidade

O que não aconteceu com a Alta Velocidade ferroviária. Há, pelo menos,
quinze anos que a Engenharia espanhola faz, intensamente, projectos de
Alta Velocidade e Velocidade Elevada ferroviárias. Pois nenhum
governante ou responsável português sentiu a patriótica necessidade de
mandar estagiar (mesmo aqui ao lado) uma dúzia
De engenheiros ferroviários das nossas empresas públicas...

Mas tiveram a coragem de abrir concursos de estudos em que se exige
aos portugueses a elaboração de projectos (semelhantes) no valor de
1,5 milhões de euros! Obviamente que os portugueses tiveram de ir
buscar empresas espanholas, porque tinham executado projectos com tal
dimensão... Os média, abanca e a construção só estão preocupados com o
investimento de 12,5 mil milhões de euros... Mas talvez seja um
segredo de polichinelo a negligência do poder político relativamente
às obras públicas e transportes nestas três décadas.

Entregue a condução do sector a quem não tinha competência ou
preparação profissional (basta ver os curricula), assistiu-se a uma
degradação progressiva da competência técnica do país e que fora
acumulada na era Duarte Pacheco. Quando o investimento público pouco
ultrapassava o que seriam hoje cem milhões de euros, o Conselho
Superior de Obras Públicas e Transportes emitia mais de meia centena
de pareceres anuais. Quando o investimento público atingiu montantes
cem vezes superiores, aquele centenário órgão deixou de ser,
praticamente, escutado...

Em suma, descurou-se a análise prospectiva, o pensamento estratégico e
a capacidade técnica endógena. Privilegiaram-se os negócios, os
consultores multinacionais e as concessões, designadamente
rodoviárias. Ninguém quer saber se custem ao contribuinte 6
cêntimos/km quando, na Europa, não passam dos 4,5. É preciso ludibriar
o incauto cidadão de que não há dispêndio do Orçamento do Estado, como
se o privado fizesse, alguma vez, mecenato...

E, depois de tudo isto, o país tem vindo a pagar um preço altíssimo
com o reinado do metro quadrado de solo edificável e os mares da
Califórnia do nosso desencanto. Inverter esta tendência, que se
sedimentou, acentuadamente, nestes últimos 30 anos é o verdadeiro
grande desafio do Governo Sócrates. Daí uma natural expectativa em
conhecer as soluções para a concretização do programa aprovado na AR.
Está-se em crer que a questão da Bombardier tem sentido, conjuntamente
com a reestruturação da EMEF e dentro de um projecto claro para a
indústria portuguesa de equipamento ferroviário. •

Reis Borges, Conselheiro de Obras Públicas e Transportes (Jubilado)
Ex-Deputado da República por Lisboa

Será assim tão dificil chegar lá?

Não retiro nem acrescento uma virgula ao artigo: Realista, verdadeiro...Que dirá o Dr Encarnação?

O que fez ele em Prol de Coimbra e do bem estar do seu Povo?? Dá que Pensar...


por: António José Roque

Um metro chamado utopia



Hoje assisti à notícia da apresentação, nos EUA, dos primeiros automóveis movidos a hidrogénio, já há algum tempo anunciados, o que me fez pensar novamente em toda a questão envolvendo comboios e metropolitanos cá pela região. Sou admirador do caminho-de-ferro, por tudo o que este representa, e toda esta cacofonia em torno do assunto causa mais espanto e confusão do que esclarecimento. É a indústria que passa por dificuldades, é o fim da exploração de infra-estruturas, são os projectos egocêntricos e caprichosos que não são soluções viáveis, e muito menos válidas num contexto de globalização.
Em matéria de urbanismo, arrisco dizer que Coimbra acumulou desde meados do século XX sucessivos erros, agravados no pós 25 de Abril de 1974. Veja-se o desenvolvimento das malhas e traças urbanas. Veja-se o caso recente do “euro estádio”. Veja-se o estado do património, a começar pela degradação a que chegou a igreja de Santa Cruz...
Em matéria de transportes públicos, quando o conceito de interfaces modais já é uma solução conhecida para os problemas de trânsito, há mais de trinta anos, Coimbra manteve já no século XXI a velha concepção da praça de camionetas (Arnado), coexistindo com o conceito da Ecovia. Ainda hoje, Coimbra não tem, verdadeiramente, uma interface modal entre os transportes públicos de médio e longo curso e os restantes transportes públicos urbanos. As camionetas lá vão parando pela cidade.
Preparando-se, quiçá para o século XXII, Coimbra quer um metro de superfície. Será que o antigo complexo de inferioridade do Porto, relativamente a Lisboa, passou para Coimbra? E com este desejo qual é a primeira coisa a fazer? Privar milhares de pessoas de algo que usufruem há largas dezenas de anos, que para muitas é imprescindível e que há muito constitui um factor de sustentabilidade?
Até há pouco tempo, esta era a cidade com o custo da habitação mais elevado do país e, em contrapartida, a que menos qualidade de equipamento e mobiliário urbano oferecia. Ao praticar uma espécie de entropia, ao longo de muitos anos, conseguiu isolar-se e isolar tudo o que a rodeia. Hoje, como que alinhando pela moderna bitola das regiões metropolitanas, arrisca continuar práticas antigas e aí, o estatuto de capital da cultura, não conseguirá superar o de capital dos promotores imobiliários de 3ª categoria.
A realidade é diferente daquela que nos querem fazer perceber, e o estranho é que a maior parte de nós sabe qual é. Ou trinta e um anos de democracia não serviriam para nada.
A região metropolitana de Coimbra é um objectivo importante para toda a região e poucos terão dúvidas quanto a isto. Quanto ao metro de Coimbra, é um projecto importante para Coimbra, mas a sua imprescindibilidade actual não vai para além de interesses imobiliários centrados na Av. Fernão Magalhães e na sua paralela ribeirinha, cuja necessidade de reabilitação é indiscutível.
Existem grandes dificuldades em fazer o que é preciso: veja-se o parto do Hospital Pediátrico, que por enquanto não passa de um cartaz. E grandes facilidades em fazer o menos preciso: caso do “euro estádio”.
A construção é uma actividade importante para a economia, mas não é o motor da economia, ao contrário do que muitos advogam. As pessoas são o verdadeiro motor da economia. “Dêem-me uma alavanca e um ponto de apoio e ergo o mundo”.
É importante que tomemos consciência que as reservas de petróleo conhecidas actualmente não chegarão para mais de 40 anos e que, por outro lado, os veículos movidos a energias alternativas estão ainda longe de ser uma realidade expressiva.
Face a estes cenário, não serão preferíveis soluções sustentadas, entenda-se mais abrangentes, distribuídas e orientadas para o desenvolvimento no futuro?


António José Roque | 06 Abril 2005

sábado, abril 09, 2005

Mas...então n se pode?...coitadinhos...

...Era só pra juntar mais uns trocos prás Férias....


Finanças consideram ilegal "dança" de gestores entre a CP e a Refer
PUBLICO
8.4.2005
CARLOS CIPKIANO

Empresa de infra-estruturas ferroviárias nega ilegalidade das contratações

A admissão de dois actuais administradores da CP para quadros
superiores da Refer foi considerada ilegal pela Inspeccão-Geral de
Finanças (IGF), que vê neste acto motivo para rescisão com justa causa
dos dois vogais do conselho de gerência da CP nela envolvidos.

O relatório da IGF, ao qual a administração da Refer já exerceu o
direito do contraditório, encontra-se nas Finanças e é do conhecimento
da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que
aguarda orientações daquele ministério para poder tomar uma decisão,
uma vez que situação idêntica ocorre também na CP, que admitiu
recentemente dois administradores da Refer para os seus quadros. Os
polémicos contratos de consultoria celebrados pelas duas empresas
públicas constam da admissão dos administradores da CP António Rosinha
e Pires da Fonseca para o quadro da Refer e dos administradores da
Refer Marques Guedes e Luís Miguel Silva para o quadro da CP (ver
PÚBLICO de 11/3/2005).

Tais cargos só serão ocupados quando os respectivos contratados
deixarem de exercer o cargo de vogais do conselho de gerência das
empresas onde se encontram. Esta situação tem provocado comunicados
violentos por parte dos sindicatos, que acusam o Governo anterior de
"garantir tachos para os seus apaniguados", segundo a Secção de Acção
Sectorial dos Ferroviários do PS, e pedem ao actual a substituição das
administrações das empresas de transporte. Manuel Oliveira, da
Federação dos Sindicatos Ferroviários (afecto à CGTP), disse ao
PÚBLICO que estes contratos, "para além de ilegais, são também
imorais". Para os sindicalistas, apesar da inspecção das Finanças ter
incidido apenas sobre as contratações da Refer e não da CP, as desta
última são igualmente passíveis de ilegalidade, pois foram feitas
exactamente da mesma maneira.

A administração da transportadora, contactada pelo PÚBLICO, não quis
comentar. Mas para a Refer, trata-se de uma grande confusão com
algumas "inverdades" à mistura, pois, segundo fonte oficial, "não há
nenhum parecer da IGF a declarar nula a admissão que fez para o seu
quadro de pessoas que não pertencem à Refer". Nulos, explicou, foram
os contratos feitos durante os últimos dois anos de pessoas que
exerciam actos de gestão dentro da própria Refer ou de empresas do
grupo e que não deviam ter entrado no quadro por isso violar o código
das sociedades comerciais. No entanto, "e como a Refer é uma empresa
debem", disse a mesma fonte, o seu conselho de gerência anulou essas
admissões depois de para tal ter sido alertado pela Direcção-Geral do
Tesouro e Finanças. Quando às contratações feitas na administração da
CP, a Refer desconhece qualquer relatório que as ponha em causa.

No caso de Luis Miguel Silva e de Marques Guedes, de acordo com
documentos a que o PÚBLICO teve acesso, foram nomeados para os quadros
da operadora ferroviária no final de 2004 e com efeitos a partir de l
de Janeiro de 2005, como assessores do conselho de gerência - um tipo
de cargo que se traduz numa "prateleira dourada", em muitas empresas
do Estado. "Cessando a actual comissão de serviço [como administrador
da Refer], o colaborador regressará à empresa, ficando o contrato
individual de trabalho entretanto suspenso", deliberou o Conselho de
Gerência da CP em relação aos dois novos quadros, numa sessão
realizada a 17 de Dezembro.

Com a atribuição de um estatuto equiparado a directores de direcção,
imediatamente abaixo do estatuto de directores-gerais, ambos ficariam
com direito a isenção de horário de trabalho, despesas de
representação, viatura e telemóveis próprios, entre outras regalias.
Estes benefícios iriam acrescer a um salário-base que anda à volta dos
5000 euros ilíquidos por mês. • COM INÊS SEQUEIRA

quarta-feira, março 30, 2005

Espero bem que saia do papel para os carris.

Publico, 30-03-05


Câmaras e CP estudam relançamento do ramal Setil-Vendas Novas

jorge talixa

Troço tem cem anos mas há vinte que deixou de transportar passageiros

As câmaras ribatejanas do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos estão a negociar com a CP o relançamento do serviço de transporte de passageiros no ramal ferroviário que liga o Setil (Cartaxo) a Vendas Novas. Suspensos desde Janeiro pela transportadora ferroviária, por alegada falta de procura, os comboios de passageiros foram substituídos provisoriamente por autocarros naquele trajecto, mas as autarquias nunca se conformaram e resolveram conjugar esforços para convencerem a CP a retomar a circulação.
O assunto motivou uma reunião realizada na semana passada e as conversações prosseguirão na primeira quinzena de Abril. Em apreciação está uma proposta das autarquias, em que estas admitem suportar alguns "custos sociais" que compensem o eventual défice inicial de exploração. As três edilidades estarão na disposição de contribuir para a construção de parques de estacionamento junto às estações e apeadeiros do ramal e para a criação de carreiras de autocarros que liguem os seus principais núcleos urbanos aos locais de paragem dos comboios. As câmaras admitem, também, ajudar a CP a suportar o funcionamento inicial da linha, enquanto não for atingido um patamar mínimo de passageiros.
O ramal Setil-Vendas Novas completou, no ano passado, cem anos de existência, mas está agora sobretudo vocacionado para o transporte de mercadorias, porque a sua função de transporte de passageiros entrou em franca decadência nos últimos 20 anos. Em Janeiro passado, a CP suspendeu este serviço alegando que tinha muito pouca procura. As autarquias locais manifestaram a sua discordância, considerando que o escasso número de comboios e os seus horários também contribuíram para o desinteresse da população.
Na última reunião entre autarcas e técnicos da CP, a empresa apresentou uma proposta de horários para o percurso Coruche-Setil, que deverá permitir a deslocação entre Coruche e a grande Lisboa em cerca de uma hora. Os passageiros mudarão de comboios no Setil, apanhando composições regionais que fazem o trajecto Tomar-Lisboa. A proposta da CP prevê cinco circulações diárias (ida e volta) no ramal Setil-Vendas Novas, às 7h00, 8h00, hora de almoço, 18h30 e 20h00.
Também a deputada Luísa Mesquita (PCP) se mostra interessada no problema e dirigiu, na semana passada, um requerimento ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, em que pretende saber se a CP vai concretizar alguma intervenção neste troço ferroviário e nas suas estações "assegurando melhores condições de transporte, horários mais adequados e, consequentemente, mais utilizadores e mais receitas".
A parlamentar comunista solicita informação sobre os custos e as receitas anuais do ramal, sobre os custos e receitas do serviço alternativo concessionado à Rodoviária do Alentejo e sobre os horários que existiam no transporte ferroviário e os que existem, agora, no serviço rodoviário.

segunda-feira, março 28, 2005

De novo, onde é que há dúvidas?

ainda me hão de dizer se o comboio elétrico não é um transporte limpo, e se ao invés de um metro ligeiro, se investisse no comboio , este não teria uma maior capacidade de resposta face à suposta procura alardeada pela Memtro do Mondego;
Também ao prolongar a linha seria possível retirar boa parte do transito de Lousã, Góis e Arganil com destino a Coimbra.


Deputado desconfia de corte no Metro

Fonte: O Trevim

O deputado Victor Baptista entrega hoje um requerimento ao Governo a questionar se o traçado do projecto do Metropolitano Ligeiro do Mondego posto a concurso (Coimbra - Lousã) está em conformidade com a candidatura à comparticipação da União Europeia.
O líder distrital do PS/Coimbra desconfia que o processo oportunamente remetido para Bruxelas contempla o trajecto correspondente ao actual Ramal da Lousã e o anterior Governo ordenou à MetroMondego a exclusão do troço entre aquela vila e Serpins. Caso se confirme a suspeita, o processo entregue para obtenção de fundos comunitários contemplará a cobertura até Serpins, embora o concurso acabado de lançar só abranja o segmento Coimbra - Lousã.
O parlamentar também pretende saber se a dotação disponível para o projecto no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio (QCA) se limita presentemente a 55 milhões de euros (menos de metade dos 120 milhões alegadamente previstos).
Interroga-se ainda sobre a viabilidade do projecto, questionando em que estudos ela assenta ao ignorar a vontade da Câmara Municipal da Lousã na qualidade de accionista da MetroMondego.
Na última reunião da Câmara de Coimbra o vereador Luís Vilar (líder da Comissão Concelhia do PS) também perguntou a Carlos Encarnação (presidente da Assembleia Geral da MM) qual o montante das verbas disponíveis para o Metro através do III QCA. Em recente conferência de Imprensa, os administradores executivos da referida empresa consideraram ser difícil compatibilizar o figurino das parcerias público - privados por que se rege o processo do eléctrico ligeiro com a extensão do projecto até Serpins.
Segundo a MM, a “perspectiva de garantir sustentabilidade ao projecto surgiu fundamentalmente com a revisão das «Bases da concessão»”, feita pelo anterior Governo, tendo passado a “assumir a maior importância a compatibilização dos diversos modos possíveis de transporte ao logo do traçado, com os respectivos níveis esperados de procura”.
Para Machado Mariz, presidente da MM, “é incorrecto afirmar que se desconhece onde se vai arranjar dinheiro para o projecto”, sendo que o Estado se comprometeu com o financiamento até ao limite de 175 milhões de euros.
Por outro lado, o gestor entende que o próximo QCA (a vigorar a partir de 2007) “parece talhado para o projecto [do Metropolitano Ligeiro do Mondego] ao conferir prioridade aos transportes urbanos limpos”.
O presidente da Câmara da Lousã considera, por sua vez, que “ocorreu em 2004 a subversão completa da solução preconizada em 1994”. “Quem precisava de uma solução – e continua, cada vez mais, a necessitar dela – passou a ser um empecilho para o projecto”, comenta Fernando Carvalho em alusão à alegada situação de discriminação do município lousanense.
O administrador da MetroMondego Guilherme Carreira procedeu ontem, em Lisboa, à apresentação do projecto do MLM, durante o VI Congresso da Adfer, subordinado ao tema “O transporte interurbano”.
O sistema de eléctrico ligeiro destinado a servir os municípios de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã é o primeiro em Portugal, no domínio dos transportes, cujo figurino assenta numa parceria público - privados.
O despacho conjunto dos anteriores ministros das Finanças e dos Transportes, a habilitar a MM para proceder ao lançamento do concurso, sustenta que o projecto de parceria concebido preconiza uma “adequada transferência de riscos para o sector privado”.
Guilherme Carreira fez notar que, em 10 anos, quase triplicou o número de pessoas a rumar ao concelho de Coimbra (16.000 em 1991 e 43.500 em 2001), sendo que duas em cada três (66 por cento) optam por transporte individual.
Inserida no Itinerário Complementar 2 e ligada à via de acesso ao nó de Coimbra-Sul da A1, a ponte-açude é atravessada diariamente por cerca de 75.000 veículos.

então mas isso questiona-se?

Porque não fazer o teste, e pegar em 10 estudos (se ainda os houver)sobre a Linha da Lousã, e verificar quantos são a favor do Metro.

Fonte: Jornal O Trevim

Concurso público do eléctrico suscita reacções:
Ou comboio, ou metro até Serpins


O Movimento Cívico da Lousã e Miranda do Corvo, o Grupo de Cidadãos da Lousã e o PCP manifestaram em comunicados de imprensa descontentamento face aos moldes em que foi lançado o concurso público internacional do metro ligeiro de superfície
na Linha da Lousã até Serpins para a implantação de um metro ligeiro representa um grave retrocesso para a Lousã e concelhos vizinhos, por inviabilizar o transporte de mercadorias e o acesso ao interior do distrito, avançar para a privatização de um serviço de evidente interesse público e comprometer os municípios no respectivo financiamento”, considera o PCP em nota de imprensa, que apela “à mobilização da população, organizações cívicas, forças políticas e autarquias na luta pela manutenção e reabilitação do ramal ferroviário de Serpins, como a melhor forma de comemorar, desde já, o centenário da chegada do caminho de ferro à Lousã, que se cumpre no próximo ano”.

“Trapalhice política”
“O anúncio deste concurso revela trapalhice política e demonstra condenável maquiavelismo político”, considera o Movimento Cívico de Lousã e Miranda do Corvo e a Comissão de Utentes do Ramal da Lousã, reunidos em conjunto no dia 23 de Fevereiro, em Miranda.
“É evidente que não há dinheiro para realizar o investimento avaliado em 60 milhões de contos (...) Portugal está de tanga, perante uma grave crise económica e de finanças públicas, pelo que se compreende a dificuldade de concretizar um investimento com esta dimensão e tecnicamente duvidoso”, considera o Movimento Cívico, lembrando que “há uma nova maioria. Temos um deputado eleito residente na Lousã. É legítimo pedir ao novo governo a alteração deste processo para que a solução técnica entre a estação de Coimbra B e Serpins seja a mesma, sem amputações e sem alternativas lesivas para Miranda e Lousã”.
Contactado pelo Trevim, Horácio Antunes, recém-eleito deputado para a AR com residência na Lousã, assegurou que os deputados socialistas de Coimbra irão solicitar ao Governo que inverta o processo do concurso.
“Vamos defender que seja lançado, em primeiro lugar, um novo concurso para a concretização do metro ligeiro de superfície entre Coimbra e Serpins e que só posteriormente seja lançado um segundo para a implantação do metro em Coimbra. Há que defender o traçado do ramal da Lousã, pois foi graças a ele que a sociedade Metro Mondego se constituiu”, referiu.
Já há advogados
O Grupo de Cidadãos da Lousã apresentou na Assembleia Municipal, reunida a 25 de Fevereiro, um comunicado em que demonstrava “ o seu total apoio à Câmara Municipal da Lousã para que tudo faça ao seu alcance no sen- tido de lutarmos pelo projecto inicial, de Serpins a Coimbra”.
Informou ainda que constituiu “um grupo de advogados a fim de se proceder à exaustiva documentação e avaliação de todo o processo de eliminação do respectivo troço, de forma a intentar judicilamente” contra “os administradores da MM, assim como o Estado português, a nível nacional e europeu”.

Nem deveria ter sido aberto, nas condições em que foi...

Falta repôr a a ordem lógica das coisas...Incluindo o Progresso, que não se quer artificial...

Fonte: Jornal o Trevim
Câmara Municipal interpôs acção no Tribunal Administrativo;

Lousã quer anular concurso do Metro


Depois de ter interposto uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra para a supressão do concurso público internacional do sistema de metro ligeiro de superfície, a Câmara Municipal da Lousã avançou há duas semanas com uma acção, no mesmo tribunal, em que reclama a nulidade do concurso público do metro.
O processo de contencioso pré-contratual é contra os anteriores ministros das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o ministro das Finanças e da Adminitração Pública e a própria empresa Metro Mondego. A autarquia pede a anulação do programa do concurso e do respectivo caderno de encargos, defendendo que o concurso — programa, caderno de encargos e respectivas especificações técnicas — passe a consagrar uma única solução ferroviária de metro ligeiro para todo o ramal e itinerário urbano.
Nesta acção são testemunhas da Câmara da Lousã: o médico social-democrata Jaime Ramos (porta-voz do Movimento Cívico de Lousã e Miranda do Corvo), os socialistas Manuel Parola Gonçalves (vereador e representante da Câmara da Lousã na Administração da MM), Horácio Antunes (ex-governador civil e deputado), Jorge Cosme (ex-presidente da autarquia de Miranda) e João Pereira (presidente da Junta de Freguesia de Serpins).

Fátima Ramos não pretende assinar protocolo necessário para a prossecução do concurso público

Câmara de Miranda reticente
A Câmara Municipal de Miranda do Corvo não pretende assinar o protocolo necessário para a prossecução do concurso público internacional da Metro Mondego. Fátima Ramos não concorda com o caderno de encargos, à semelhança do presidente da autarquia da Lousã, Fernando Carvalho, que já enviou formalmente à sociedade Metro Mondego a sua posição de não assinar o protocolo.
A presidente da Câmara de Miranda considera que é necessário garantir a comodidade dos utentes, incompatível com um possível transbordo em Ceira. A autarca não pretende a anulação do concurso, mas apenas a alteração do caderno de encargos e a inclusão de uma claúsula nos protocolos a assinar pelos municípios que deixe claro a impossibilidade de haver transbordos no Ramal da Lousã

23 Março 2005

quarta-feira, março 23, 2005

Por outras palavras, é tudo nosso(!)

Pior cego do que aquele que não vê é aquele que não quer ver Que o Comboio é a melhor solução para a Linha da Lousã.

Diario de Coimbra: Quarta-feira, 23 de Março 2005

Criticadas demolições sem projecto

O presidente da Sociedade Metro Mondego justifica a falta de projecto para a zona da Baixa de Coimbra por onde deverão passar os eléctricos rápidos com a necessidade de acelerar as obras

O debate sobre o Metropolitano Ligeiro de Superfície do Mondego (MLSM) promovido pelo Conselho da Cidade, anteontem à noite, em Coimbra, terminou exactamente como começara, quase três horas antes: com o moderador da discussão, José António Bandeirinha, a lamentar que a Sociedade Metro Mondego (SMM) esteja a demolir casas na Baixa de Coimbra sem um projecto arquitectónico que determine o futuro da mesma zona.
Dois dos três administradores da SMM, José Machado Mariz e Guilherme Carreira, bem como o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, argumentaram a favor das demolições, e do seu ‘timing’, mas não convenceram Bandeirinha. E as reacções de meia dúzia de arquitectos presentes na plateia – onde não estava nem uma centena de pessoas, na Casa Municipal da Cultura – reiteraram a desconfiança do moderador.
«As demolições são legítimas quando há um projecto motivador, que prove que a cidade vai ficar melhor depois das demolições. Caso contrário, não têm sentido», começou por afirmar Bandeirinha, que, há anos atrás, até foi um dos primeiros a defender que o MLSM atravessasse a Baixa, entre o antigo Largo do Bota-Abaixo e a Rua Olímpio Nicolau Fernandes.
De acordo com este professor de Arquitectura, haverá uma certa leviandade na forma como a Metro Mondego está conduzir o processo: «A Rua Direita [na Baixa] não é o Estádio nem a Mondorel», comparou, para enfatizar a delicadeza arquitectónica daquela zona da cidade e os riscos de se avançar com uma intervenção sem projecto.
LNEC aprovou demolições

O presidente da SMM, dona da obra do referido canal, argumentou com a necessidade de imprimir rapidez ao processo. Segundo Machado Mariz, a empresa tem «17 meses para deixar o canal livre», o que «não é muito tempo», acrescentou. «Estamos a avançar, pensamos, no ‘timing’ certo», afirmou, garantindo que, «antes, houve um trabalho complexo, de cadastro dos imóveis, de identificação e negociação com os proprietários, atendendo aos interesses de moradores e comerciantes».
O presidente da Câmara de Coimbra defendeu, por seu turno, que, se fosse para «deitar abaixo» e não recuperar a zona, aí sim, «seria cedo demais». «Tudo o que está a ser feito na Baixa está a ser feito com consciência», assegurou Carlos Encarnação.
Da plateia, o arquitecto Luís Sousa considerou que «qualquer dos edifícios demolidos na Rua João Cabreira podia não ter ido abaixo. Não se trata de uma desconstrução cirúrgica, mas de demolição pura e dura», criticou.
O administrador Guilherme Carreira retorquiu, garantindo que a Metro Mondego possui um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), sustentando a necessidade e a pertinência da demolição dos edifícios em causa. Notou, por outro lado, que a verdadeira função da Metro Mondego não é recuperar a Baixa, mas criar um sistema de transportes públicos. Ainda assim, as demolições, que visam 42 parcelas edificadas, estão a ser merecer acompanhamento técnico, nomeadamente de arqueólogos, acrescentou.
A inexistência de um projecto para a zona de implantação do canal de atravessamento do MLSM acabou, no entanto, por não merecer uma justificação concreta. Razão para Bandeirinha deter as pessoas que já saíam da sala, no final do debate, e insistir no seu alerta inicial: «As casas estão a ser demolidas e não há projecto».

Prolongar túnel
custa 20 milhões

Outro assunto que suscitou interrogações aos presentes no debate foi o tamanho, considerado exagerado, dos cais de paragem dos veículos do MLSM. Estava previsto que tivessem 35 metros de comprimento, mas, segundo Guilherme Carreira, uma nova estimativa sobre o número de potenciais utilizadores deste meio de transporte aconselhou o crescimento dos cais, onde os eléctricos deverão parar de cinco em cinco minutos, para 70 metros.
O administrador também justificou o prolongamento do túnel de Celas até aos Hospitais da Universidade de Coimbra com a inclinação do terreno e a necessidade de garantir que a presença dos eléctricos à frente da unidade hospitalar não impedirá a passagem de veículos de emergência. Até à entrada em funções do actual conselho de administração da Metro Mondego, previa-se que o túnel fosse do lado norte do Jardim da Sereia até a um ponto entre a Cruz de Celas e o Hotel Melia, na Avenida Armando Gonsalves. Com o prolongamento até aos HUC, vão ser gastos mais 20 milhões de euros, revelou Guilherme Carreira.
O debate serviu ainda para Machado Mariz considerar falsas as notícias segundo as quais o MLSM era contemplado com verbas do III Quadro Comunitário de Apoio que, pela possibilidade de não serem aplicadas até 2006, dado os atrasos do projecto, foram transferidas para outros projectos. «Tem-se dito que já só restam 54 milhões de euros, mas nunca lá estiveram mais», assegurou.
Os custos da concretização do projecto do MLSM, que dependerá de uma parceria publico/privada, estão estimados em 302 milhões de euros (mais de 60 milhões de contos). O Estado financiará 50% por cento do investimento, até um limite de 175 milhões de euros, enquanto o resto será suportado pelo consórcio que vencer o concurso público, lançado há cerca de um mês.

Assinatura dos protocolos de que depende a eficácia do concurso público
Metro Mondego diz que há negociações mas autarcas de Lousã e Miranda negam

O presidente da Sociedade Metro Mondego (SMM), José Machado Mariz, disse, anteontem, que acreditava que os presidentes das câmaras de Miranda do Corvo e Lousã viessem a assinar os protocolos de que depende a eficácia do respectivo concurso público, aberto há um mês, uma vez que mantinha negociações nesse sentido. Contactados pelo Diário de Coimbra, os autarcas Fernando Carvalho e Fátima Ramos negaram quaisquer contactos com a SMM sobre os protocolos, cujo prazo de assinatura termina dentro de dois meses.
«Desminto completamente. Já não falo com a administração do Metro há meses», comentou o presidente da autarquia lousanense, que detém 14% da SMM. Carvalho sublinhou também que, a semana passada, enviou uma carta à SMM, para «formalizar» a sua recusa em assinar o protocolo, com o apoio do PSD, PP e PCP lousanenses.
A presidente do município mirandense, igualmente detentor de 14% do capital da SMM, também disse que não tem tido contactos com a administração da empresa. Acrescentou que, ontem, telefonaram da SMM para a Câmara de Miranda, a solicitar-lhe o agendamento de uma «reunião urgente», cuja ordem de trabalhos disse desconhecer.
Fátima Ramos não assina o protocolo, se não forem feitas alterações ao caderno de encargos do concurso público que garantam a mesma tipologia de transporte entre Lousã e Coimbra, seja ela comboio ou eléctrico rápido. Como é sabido, o caderno de encargos permite aos concorrentes apresentarem soluções tecnológicas alternativas ao eléctrico rápido para o percurso entre Lousã e Ceira, o que abre a possibilidade de haver, nesta estação, transbordos de passageiros.
Fernando Carvalho mostra-se mais radical. Não assina o protocolo, caso o concurso não garanta que haverá eléctricos entre Coimbra e Serpins. Esta sua condição já o levou a avançar, também, com três acções judiciais, entre as quais duas providências cautelares, pedindo a suspensão do concurso.
O presidente da SMM não se quis pronunciar sobre estas acções judiciais. Apenas de forma indirecta Machado Mariz abordou os problemas levantados por Lousã e Miranda, que ameaçam atrasar ainda mais o Metropolitano Ligeiro de Superfície do Mondego. Lembrou que se trata de uma parceria publico/privada e que a manutenção do troço Lousã-Serpins, por ser utilizado, actualmente, apenas por cerca de 200 passageiros por dia – poria «em risco a ‘bancabilidade’ deste processo». «É preciso que a banca considere o projecto rentável», frisou.
Quanto à questão da alternativa tecnológica, o presidente da SMM voltou a invocar a parceria público/privada. «Não se pode dizer ao privado: ‘Faça isto’. Se não, estávamos mais próximos da empreitada», comparou. Assegurou, no entanto, que a legitimidade dos concorrentes para darem preferência a uma solução alternativa não retira poder à SMM para optar pelos eléctricos rápidos em todo o Ramal da Lousã. «A não ser que haja potencialidades [numa solução alternativa] ainda não demonstradas», acrescentou.